Sesper: street art, skate, zines e punk-rock

SESPER

Nosso post de hoje é uma homenagem a um cara que tem uma grande influência na Linoleum. Tanto pela arte, tanto pela música, nós assistimos de perto a evolução do trampo do Alexandre Cruz, assim como muitos outros que fazem parte da nossa geração e hoje tem o reconhecimento merecido de todo o corre que foi feito por mais de 20 anos.

Sesper

Nascido em Santos, Sesper teve contato muito cedo com a cultura undergound que envolvia o skate, o punk-rock, os zines, a cena independente e principalmente uma vontade coletiva gigante de fazer a coisa acontecer pelas próprias mãos, o famoso Do It Yourself, no qual Alexandre é pHD. Esta bagunça geral foi o ponto de partida para os primeiros experimentos como artista, quando começou a criar flyers dos shows e zines com a técnica mais comum na época: recorte, colagem, caneta bic e xerox.

Sesper

Vimos uma entrevista na Revista Ovies onde perguntam o que surgiu antes na vida, a arte ou a música e como a cultura do surf e skate influenciaram. O artista responde: “Comecei a ouvir som em 1982, quando o Kiss e o Van Halen vieram no Brasil a primeira vez e depois teve o Michael Jackson , meu primeiro disco de música foi o “Off the Wall”, e teve Rock In Rio e aí logo que surgiu o Rock in Rio eu comecei a pirar em metal… de 85 para 86 eu comecei a fazer street skate em Santos, São Paulo, aí já comecei a ouvir punk, e aí a partir deste período o meu gosto mudou. Acho que é a sequência é música, surf, skate e a arte… e aí mais música… mais skate”.

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SESPER OU FAROFA

Aqui a história chega no ponto que a gente mais gosta. O Garage Fuzz é, na nossa modesta opinião, a melhor e mais nobre banda de punk-rock do Brasil. Sesper, ou Farofa,  como é mais conhecido dentro da música, já tinha passado por uma porrada de bandas antes de formar o Garage Fuzz. Acompanhamos o trampo da banda lado a lado, desde o álbum Relax In Your Favorite Chair, de 1994. Compartilhando um outro trecho da entrevista para a Revista Ovies, Sesper comenta um pouco sobre sua relação com a música e todos os projetos musicais que já teve:

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“O Ovec é de 89. O Psychic Possessor é uma banda de hardcore de Santos de 1990, de 1988 até 1990 ela existiu e aí tocou várias pessoas, eu e o Fabrício tocamos e aí depois eu fui ser vocal do Safari Hamburguers em uma época que já tinha até o Garage Fuzz mesmo, na real o Garage está aí no meio. E o Safari eu gravei um disco que era o Good Times e o Garage Fuzz gravou o Relax In Your Favorite Chair aí. Neste intervalo eu meio que cantei aqui uma época com o Paura, a gente montou meio de projeto, assim. O Carlos Dias está no Lofi Experiments que era um projeto lofi que a gente fazia na casa onde a gente morava tocando uns chinelo nas  caixa de bateria, violão… aí o Notwork é mais atual já é música eletrônica que a gente fazia minimal no teclado. O Introspective foi um projeto de dub que eu fiz de de 1999 a 2011, tem um disco também mas é bem dub, dub step, assim. Vallejo x Sunset foi um projeto de 2009 que é eu o Sérgio Lopes, eu toco guitarra e a gente faz uma coisa meio Tommy Guerrero, meio bem instrumental.  E o 5 Gas Question foi um projeto que eu gravei em 1997 no estúdio do Fernando Sanches, ele tocando bateria. Ele nunca tinha tocado as músicas. Eu mostrava pra ele na hora, ele tirava na hora e nessa hora que ele tava tirando a gente já gravava e o projeto é isso. O Fliptop foi quando o vocal do Seaweed ficou aqui em 99, ele ficou uns dois ou três dias em casa, a gente fez esse projeto que são só duas músicas, é um vocal bossa nova e eu faço uma música meio dub, assim.”

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SESPER INSTAGRAM

Pra fechar, reunimos algumass imagens postadas no Sesper Instragram. Lá o artista compartilha vários trampos, zines, discos de vinil e outras imagens da rotina e família. O mais legal de acompanhar o instagram é sacar como os trampos passeiam por diversos universos diferentes, por mais que a técnica e a estética partam de um mesmo ponto.

Sesper Instagram

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